O IGP-M é um índice que mede a variação de preços em diferentes etapas da cadeia produtiva. Ao contrário do IPCA, que foca no consumidor final, o IGP-M olha para o produtor, o consumidor e até para o custo da construção civil. Por ser muito abrangente, ele é usado como base para o reajuste de contratos de longo prazo, como aluguéis, mensalidades escolares e tarifas de energia.
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A "Receita" do IGP-M
O cálculo do IGP-M é composto por três outros índices menores, com pesos diferentes:
IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo): Representa 60% do índice. Olha para os preços no atacado (indústria e agro).
IPC (Índice de Preços ao Consumidor): Representa 30% do índice. Semelhante ao IPCA.
INCC (Índice Nacional de Custo da Construção): Representa 10% do índice. Foca nos custos de materiais e mão de obra de construção.
A influência do Dólar
Como o IPA (atacado) pesa 60% no cálculo e inclui muitas commodities (como soja, milho e minério de ferro) cujos preços são globais, o IGP-M é extremamente sensível à variação do dólar. Se o dólar sobe muito, o IGP-M tende a disparar, mesmo que os preços nos supermercados ainda não tenham subido tanto.
IGP-M nos Investimentos
Existem títulos de renda fixa (como algumas Debêntures e CRIs/CRAs) que rendem IGP-M + uma taxa fixa. No passado, o Tesouro Direto oferecia o "Tesouro IGPM+", mas hoje esses títulos são raros e negociados apenas no mercado secundário. Investir em ativos atrelados ao IGP-M pode ser uma forma de proteger o recebimento de aluguéis ou pagamentos de contratos que seguem esse índice.
Diferença Crucial: IPCA vs. IGP-M
É importante não confundir os dois:
O IPCA é mais estável e reflete o custo de vida direto das famílias.
O IGP-M é mais volátil (sobe e desce mais rápido) e reflete os custos da produção e do dólar. Em anos de dólar alto, o IGP-M pode ficar muito acima do IPCA.
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