O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, mantida pelas próprias instituições
financeiras. Ele funciona como uma rede de proteção: se um banco ou financeira sofrer
intervenção ou falir, o FGC entra em cena para devolver o dinheiro aos depositantes e investidores,
dentro de certos limites.
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Quais são os limites de cobertura?
Existem duas regras fundamentais de valores que você precisa conhecer:
R$ 250 mil por CPF e por instituição: Se você tiver R$ 300 mil em um banco que
quebrou, o FGC te devolve 250 mil e você perde os 50 mil restantes.
Teto de R$ 1 milhão: Esse é o limite global renovável a cada 4 anos. Você pode ter
investimentos em vários bancos diferentes, mas a soma de todas as garantias que você acionar
não pode passar de 1 milhão de reais nesse período.
O que o FGC cobre?
Não é tudo que tem seguro! O FGC cobre apenas produtos específicos de Renda Fixa:
Conta Corrente e Poupança;
CDB (Certificado de Depósito Bancário);
LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio);
LC (Letras de Câmbio).
Atenção: Tesouro Direto (garantido pelo Governo), Ações, Fundos de Investimento e Debêntures
NÃO têm cobertura do FGC.
Como usar isso na estratégia?
O investidor inteligente usa o FGC para diversificar. Se você tem 400 mil reais, em vez de
deixar tudo em um único banco pequeno que paga taxas altas, você divide esse valor entre dois
bancos diferentes (200 mil em cada). Assim, seu patrimônio fica 100% protegido pela garantia
do fundo. E você garante que tanto o valor investido quanto os juros acumulados fiquem dentro do
limite de proteção.
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